terça-feira, 7 de junho de 2016

Bem aventurados

*BEM AVENTURADOS*

Graças te dou ó Pai, Senhor do céu e da terra,

que ocultaste estas coisas

aos sábios e entendidos e as revelaste ao pequeninos.

Sim ó Pai, porque assim te aprouve.

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai;

e ninguém conhece o Pai senão o Filho,

e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Vinde a mim,

todos os que estais cansados e oprimidos

e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,

que sou manso e humilde de coração;

e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Bem aventurados os que choram

porque eles serão consolados,

Bem aventurados os mansos,

porque eles herdarão a terra;

Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça,

porque eles serão fartos;

Bem aventurados os limpos de coração,

porque eles verão a Deus,

Bem aventurados os pacificadores,

porque eles serão chamados filhos de Deus;

Bem aventurados os que sofrem perseguição

por causa da justiça,

porque deles é o reino do céus;

Bem aventurados sois vós,

quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo,

disserem todo o mal contra vós por minha causa.

Exultai e alegrai-vos,

porque é grande o vosso galardão nos céus

'Self - Realization"

sábado, 4 de junho de 2016

O meu Amor não cabe num poema

O meu amor não cabe num poema – há coisas assim,
que não se rendem à geometria deste mundo;
são como corpos desencontrados da sua arquitetura
ou quartos que os gestos não preenchem.
O meu amor é maior que as palavras, e daí inútil
a agitação dos dedos na intimidade do texto
- a página não ilustra o zelo do farol que agasalha as baías
nem a candura da mão que protege a chama que estremece.
O meu amor não se deixa dizer – é um formigueiro
que acode aos lábios como a urgência de um beijo
ou a matéria efervescente dos segredos; a combustão
laboriosa que evoca, à flor da pele, vestígios
de uma explosão exemplar: a cratera que um corpo,
ao levantar-se, deixa para sempre na vizinhança de outro corpo.
O meu amor anda por dentro do silêncio a formular loucuras
com a nudez do teu nome – é um fantasma que estrebucha
no dédalo das veias e sangra quando o encerram em metáforas.
Um verso que o vestisse definharia sob a roupa
como o esqueleto de uma palavra morta. Nenhum poema
podia ser o chão da sua casa.

Maria do Rosário Pedreira

O mistério da vida

 O mistério da vida não é um problema a resolver, mas uma realidade a experimentar, um processo que não pode ser entendido parando-o, devemo...